Domingo, 28 de enero de 2007
Photobucket - Video and Image Hostingorreu o poeta
calou-se sua voz,
os ecos sonoros
dos versos valentes
foram-se apagando,
e uma sombra triste
de sil?ncio negro,
pairou nos contornos
qual nuvem sinistra
de ilus?es mortas,
de medos pungentes.

Passaram-se os dias,
passaram-se os meses,
os anos flu?ram,
e de novo altiva,
tornou a retumbar
a voz do poeta,
do poeta morto,
trazendo mensagens
h? muito olvidadas,
revivendo id?ias
h? tempos dormidas.

Porque a voz do poeta n?o morre,
nem se apagam os ecos rebeldes
das can??es que em notas sonoras
conclamam o povo oprimido
a luta pela sua dignidade.

Os l?ricos apelos
despertaram ang?stias
nas almas dormidas,
a voz corajosa
obteve repiques
em peitos de pedra,
os sinos de bronze
das velhas igrejas
tocaram ao ritmo
das novas id?ias
com for?a inaudita.

? que s? o poeta
conseguiu entender
que a alma sens?vel
do povo que sofre,
do povo que geme,
do povo que sabe
sua luta perdida,
mas que mesmo assim
conserva os anelos
de tempos melhores
que um dia h?o de vir.

Porque s? o poeta conhece
a intensa alegria que pode existir
no cora??o puro de um homem do povo,
pelo simples fato de amar e viver,
de querer com a alma, e at? de sofrer.

Ah, saudade, saudade
pelo poeta morto!
Pelo m?rtir sofrido
n?o resta outro consolo
que lamentar sua perda,
e levar algum dia
aquelas flores secas,
sem aroma e sem cor,
ao lugar onde jovem,
plet?rico de vida
sepultaram sua voz.

E confessar talvez,
que foi o conformismo
de uma na??o sofrida,
muito mais decisivo
do que as armas cru?is
da odiosa tirania,
para ceifar t?o cedo
a vida florescente
de um sublime ideal,
de um homem que ofertou
tudo o que dar podia.

Porque a voz do poeta renasce
quando morre o ideal de justi?a,
quando os nobres valores do homem,
instrumentos se tornam apenas
de planos abjetos e ign?beis des?gnios.

? a? que de novo
a voz combativa
outra vez ressurge,
com repiques surdos
do t?mulo escuro,
trazendo no entanto
a luz da esperan?a
at? os cora??es
que aguardam com ?nsia,
promessas difusas
de amor e de paz.

Antigas can??es,
sonetos perdidos,
poemas gloriosos
h? tempos esquecidos,
cobraram impulso,
tornaram ? vida,
e mais uma vez,
a for?a brutal
apagou os gritos,
mas n?o os rumores
dos versos queridos.

Porque a voz do poeta perdura
para al?m das barreiras do tempo e do espa?o
pronta, sempre disposta a se elevar com brio
em defesa das classes oprimidas,
em defesa da p?tria e da justi?a.

Poeta, de saudades eternas,
durma, descanse em paz
sua miss?o foi cumprida.
Tatiana

Publicado por darthseid @ 13:05  | Poemas

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